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Assemblage • Safra 2015 • Vinho

Sericaia

Alentejo • Portugal • 750 ml

Tipo
Corpo
Aromas e Sabores
Uva(s): Alicante Bouschet, Aragonez, Trincadeira.
Harmonização: Carnes vermelhas, Cordeiro, Massas, Quiches.
Ocasiões: Degustar devagar, Para curiosos, Presentear alguém.
Envelhecimento: 9 meses em barricas de carvalho francês.
Temperatura de Serviço: 18 ° C
Teor Alcoólico: 14 %
Volume: 750 ml

de R$130,00 por

R$ 112,00
Associado do Clube

R$100,80


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Quando falamos de vinicultura no Alentejo, em Portugal, as primeiras alusões são as vastas planícies e o clima quente. No entanto, sempre digo que as verdades absolutas são perigosas no mundo dos vinhos, por isso gosto de fazer provocações, com o intuito de abrir a mente dos confrades que degustam um vinho comigo. Seguindo essa linha, escolhi um vinho produzido pela Lusovini naquela região, um rótulo provocativo por essência...vamos entender o porquê. A abordagem dessa produtora no Alentejo foge do lugar comum, já que seus vinhedos são cultivados no meio da Serra de São Mamede, no distrito de Portalegre, onde a altitude beira os 750 m acima do nível do mar, algo raro em terras alentejanas. Esse fator faz com que o microclima regional seja um dos mais frios, chegando a nevar no inverno. Inclusive, a colheita dos frutos acontece ali bem mais tarde que em outras áreas da região.

Em Portalegre, a Vinha do Coronel é de onde saem as uvas que dão origem ao Sericaia. Seu solo é composto por argila, calcário e granito, gerando uma espécie de textura de areia grossa, que ajuda a não reter água na superfície, evitando assim o acúmulo de umidade no vinhedo. Isso é muito importante para proteger as videiras do ataque de fungos e colaborar para a correta maturação dos frutos, principalmente em zonas mais frias. Essa combinação de fatores gera um vinho regional alentejano diferente, com caráter que chega a lembrar os rótulos feitos em regiões mais frias do Novo Mundo, como o sul do Brasil. Pode-se dizer que os traços alentejanos desse exemplar estão representados pela abundância de aromas frutados, no entanto o que sentimos é uma fruta mais fresca, silvestre. Parece que estamos cheirando uma cesta de frutas que acabaram de ser colhidas do pé, cheias de frescor, e logo depois foram encobertas por grãos de especiarias doces. Em suma, uma experiência diferente quando o assunto é Alentejo, nem melhor, nem pior, apenas diferente. Boa viagem!

Texto do Sommelier Rodrigo Ferraz - Direitos Reservados