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Assemblage • Safra 2018 • Vinho

Picum

Bodega Familia Cecchin

Mendoza (Maipú) • Argentina • 750 ml

Tipo
Corpo
Aromas e Sabores
Uva(s): Cabernet Sauvignon, Malbec, Syrah.
Harmonização: Carnes vermelhas, Massas, Queijos maturados, Suínos.
Ocasiões: Ouvindo música, Para curiosos, Presentear alguém.
Envelhecimento: 9 meses em tanques de concreto.
Temperatura de Serviço: 18 ° C
Teor Alcoólico: 13,5 %
Volume: 750 ml

de R$112,00 por

R$ 98,00
Associado do Clube

R$88,20


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Para quem ainda não sabe, o nome Vinhos de Bicicleta deriva de uma viagem que fiz à Mendoza, onde usei uma bicicleta antiga para descobrir alguns produtores artesanais e familiares. A região que fiquei hospedado se chama Luján de Cuyo, porém acabei visitando outras áreas vitivinícolas com a intenção de perceber a diferença de terroir de cada uma delas. Como as distâncias são superlativas, para algumas delas precisei recorrer a um antigo carro alugado sem ar-condicionado e direção hidráulica (não recomendo que você abra mão desses itens em Mendoza...rs). Uma dessas áreas que visitei se chama Maipú, pequena cidade rural com inúmeras vinícolas bucólicas abertas para visitação. Como eu não tinha roteiro pré-definido, decidi me jogar ao acaso e, por causa de uma simpática placa na beira da velha estrada, acabei parando na Bodega Familia Cecchin. Lá fui recepcionado por um alemão super expansivo, que de alemão mesmo não tinha nada além da pele branca e cabelos bem loiros. Não me lembro o nome dele, mas me lembro que ele estava por lá temporariamente, fazendo uma espécie de estágio na vinícola. Também me lembro como se fosse ontem, que desde o momento pisamos naquele lugar mágico, a aura da vinícola nos abrigou com paz e alegria.

Agora mais velho e mais experiente no mundo dos vinhos, fica mais claro para mim o motivo daquele passeio ter sido tão especial. Não foi apenas ter o privilégio de ver a casa original da família Cecchin, fazer um lanche em meio ao vinhedo, degustar uvas incomuns na região ou ser guiado por um alemão hiperativo. Isso tudo também foi importante, mas o essencial é a forma como essa família trata a vitivinicultura. Essa história começou por volta de 1910, quando María e Santiago Cecchin vieram de Treviso (Itália) para a Argentina. Desde então, o carinho e a paixão pela terra foram cultivados. Hoje é Alberto Cecchin que mantém a tradição centenária viva, elaborando vinhos artesanais livres de agrotóxicos. O enólogo e proprietário da vinícola é presidente do movimento Slow Food na Argentina e adepto da antroposofia. Um dos orgulhos da família Cecchin é de jamais ter colocado um grama de fertilizante sintético no solo. Seus vinhos são uma expressão natural e saudável do terroir de Mendoza e parte importante de minha história como sommelier. Espero que você aproveite com alegria esse vinho que selecionei.


Texto do Sommelier Rodrigo Ferraz - Direitos Reservados