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Assemblage • Safra 2017 • Vinho

Escadas da Beira

Quinta do Ribeiro Santo

D.O.C. Dão • Portugal • 750 ml

Tipo
Corpo
Aromas e Sabores
Uva(s): Alfrocheiro, Tinta Roriz, Touriga Nacional.
Harmonização: Carnes de caça, Carnes vermelhas, Massas, Queijos maturados.
Ocasiões: Ouvindo música, Receber amigos.
Envelhecimento: Pouco menos de 1 ano em tonéis de aço-inox.
Temperatura de Serviço: 18 ° C
Teor Alcoólico: 13 %
Volume: 750 ml

de R$86,00 por

R$ 78,00
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Dão é uma das mais antigas regiões demarcadas de vinho de Portugal, desde 1908. Alguns especialistas até brincam que o Dão é a “Borgonha de Portugal”. Na verdade, até concordo com essa comparação e já lhe explico o porquê. Apesar de cultivarem uvas bem distintas, o Dão e a Borgonha estão localizados em uma parte mais interna e central de seus países. Ambos possuem relevo repleto de pequenos morros, clima temperado (invernos frios e chuvosos, além de verões geralmente quentes e secos) e contam com cadeias de montanhas para se protegerem de correntes geladas vindas de outras regiões. No caso do Dão, a proteção contra as brisas frias do Oceano Atlântico é garantida pela sucessão de cumes montanhosos da belíssima Serra da Estrela, onde são produzidos aqueles maravilhosos queijos artesanais de ovelha, que inclusive harmonizam muito bem com os vinhos do Dão. Se você ainda não fez essa harmonização típica regional, faça e seja feliz! Outra semelhança entre essas regiões é que nelas existem diversas vinícolas boutique e familiares produzindo ótimos vinhos longevos, com excelente combinação entre fruta e rusticidade.

Em minha opinião, um vinho voltado para uma ocasião mais descontraída, mas que representa bem esse estilo regional, é o Escadas da Beira. Um tinto produzido pelo enólogo Carlos Lucas na Quinta do Ribeiro Santo, dentro da charmosa vila de Carregal do Sal, na província histórica de Beira Alta. As uvas escolhidas para o corte foram a queridinha de Portugal, Touriga Nacional, junto da intensa Tinta Roriz, também conhecida como Tempranillo na Espanha, e por fim a Alfrocheiro, importante para trazer um equilíbrio entre a acidez e o dulçor do vinho. As videiras dessas frutas tiveram que fazer suas raízes cavarem bastante, já que o solo granítico com afloramentos rochosos do Dão é pobre em nutrientes. Isso faz com que o vinho ganhe complexidade de aromas e sabores, além de toques minerais. Bom, agora só resta saber se você também vai encontrar as nuances rústicas nos vinhos da Borgonha portuguesa. A prova é contigo, saúde!

Texto do Sommelier Rodrigo Ferraz - Direitos Reservados