Javascript - Habilite o javascript em seu navegador para poder logar e utilizar o site.
Blinking light Poste

Assemblage • Safra 2016 • Vinho

Château les Millaux Prestige

A.O.C. Bordeaux Supérieur • França • 750 ml

Tipo
Corpo
Aromas e Sabores
Uva(s): Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Merlot.
Harmonização: Massas, Queijos maturados, Quiches, Suínos.
Ocasiões: Degustar devagar, Noite intimista, Quem aprecia clássicos.
Envelhecimento: 12 meses em barricas de carvalho francês.
Temperatura de Serviço: 18 ° C
Teor Alcoólico: 13,5 %
Volume: 750 ml

de R$135,00 por

R$ 118,00
Associado do Clube

R$106,20


CONHEÇA O CLUBE

Descrição Detalhada

Quando falo de Bordeaux, as primeiras palavras que vêm a minha mente são “tradição” e “castelos”. Como não poderia deixar de ser, a produtora familiar Château les Millaux carrega consigo exatamente esses dois itens. A vinícola está sediada no belíssimo castelo Millaux, cuja propriedade foi adquirida por Alcide Bellot no ano de 1925. Desde então a paixão pela vinha e o conhecimento na vitivinicultura foram sendo passados de pai para filho. A quarta geração da família Bellot conduz a produtora desde 2014, através de Frédéric Bellot. Seus vinhedos são cultivados na margem direita do estuário de Gironde, nas proximidades de Fronsac e Pomerol. É importante mencionar que nessa área os solos são predominantemente argilosos, ou seja, solos mais frios que retêm mais umidade. Esse fator, aliado ao clima temperado marítimo, faz com que as uvas levem mais tempo para amadurecer, então os vinhos criados ali se destacam mais pela elegância do que pela potência.

As três principais uvas da região de Bordeaux são Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, sendo que as três estão presentes no corte do Château les Millaux Prestige. Mesmo o enólogo mantendo em segredo a exata proporção de cada uma delas, uma coisa é certa, a principal casta do corte é a Merlot. Digo isso pois as outras duas variedades necessitam de solos um pouco mais quentes para atingirem a plena maturação, por esse motivo as produtoras da margem direita acabam concentrando seus esforços na Merlot, que consegue amadurecer um pouco antes, pois necessita um pouco menos do calor. Esse estilo regional faz com que os vinhos tragam consigo uma complexidade aromática que mistura frutas e rusticidade. Dificilmente um Bordeaux da margem direita será aquele vinho exuberante e intenso logo que servido em taça, muito pelo contrário, ele precisará de um pouco de tempo respirando para que seus aromas comecem a abrir e a bebida vá ficando cada vez mais macia em boca. Um brinde à escola enológica francesa de Bordeaux, que transforma a adversidade do terroir em poesia engarrafada.

Texto do Sommelier Rodrigo Ferraz - Direitos Reservados