Javascript - Habilite o javascript em seu navegador para poder logar e utilizar o site.
Blinking light Poste

Assemblage • Safra 2017 • Vinho

Arao Carménère Blend

Clos de Luz

D.O. Valle de Rapel (Almahue) • Chile • 750 ml

Tipo
Corpo
Aromas e Sabores
Uva(s): Cabernet Sauvignon, Carménère, Syrah.
Harmonização: Cordeiro, Massas, Queijos maturados, Risotto.
Ocasiões: Degustar devagar, Noite intimista, Quem aprecia clássicos.
Envelhecimento: 50% do vinho estagiou por 12 meses em pequenas barricas de carvalho francês, de 225l e 300l.
Temperatura de Serviço: 18 ° C
Teor Alcoólico: 13,5 %
Volume: 750 ml

de R$155,00 por

R$ 132,00
Associado do Clube

R$118,80


CONHEÇA O CLUBE

Em minha busca por projetos autorais no mundo dos vinhos, tive a grata surpresa de conhecer a história da Clos de Luz. Essa é uma vinícola chilena preocupada em resgatar o legado de uma região e a cultura de um povo. Seu local de nascimento é Almahue, um pequeno vale com pouco mais de 300 ha de vinhas plantadas que pertence ao Valle del Cachapoal (Rapel). Nessa área histórica se pode encontrar alguns dos vinhedos mais antigos do Chile, plantados em pé franco. A história da vitivinicultura em Almahue remonta os tempos da colonização espanhola, no século XVII. Em um período mais recente, entre as décadas de 1930 e 1940, antepassados diretos dos proprietários da Clos de Luz plantaram ali videiras de cepas francesas, sendo que boa parte delas é utilizada até hoje na elaboração de seus vinhos. Na época esses ancestrais acreditavam estar cultivando apenas Merlot e Cabernet Sauvignon, porém décadas mais tarde descobriu-se que a casta Carménère também havia sido plantada em meio às vinhas de Merlot, por engano. Hoje o antigo vale de Almahue é considerado o berço original da Carménère no Chile.

Com seus 33 ha de vinhedos próprios, a Clos de Luz promove o resgate da vitivinicultura regional de forma belíssima. Suas vinhas são todas cultivadas em encostas, o que beneficia a correta maturação dos frutos. Já os processos de agricultura e enologia são literalmente feitos à mão, com técnicas tradicionais e utilização de leveduras selvagens. Para seu vinho Arao, por exemplo, o arado da terra é feito com a ajuda de cavalos, exatamente como era feito antigamente. Inclusive, o próprio nome Arao foi inspirado na prática de arar a terra, assim como a bela ilustração estampada em seu rótulo. Esse exemplar artesanal deriva de uma parcela do vinhedo localizada nas íngremes encostas do morro Mancumen, onde existem videiras de pé franco com idades entre 10 e 15 anos, plantadas em solo de argila granítica. Arao é um símbolo que traduz como poucos a história clássica de vinhos do Chile, onde ainda vivem a valorização da produção artesanal, do conceito de terroir e da mínima intervenção humana. Degustar este vinho significa também degustar a herança do velho Almahue e o pioneirismo de seu povo.

Texto do Sommelier Rodrigo Ferraz - Direitos Reservados